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July 12th, 2009

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Este post só existe (reforço a negrito) porque encontrei por acaso a imagem que o descreve e não resisiti a dar mais uma vez uns bitaites acerca de um assunto sobre o qual escrevi setenta e três artigos (dei-me ao trabalho de os contar). A esmagadora maioria (80 a 90%) é intragável e até eu tenho alguma dificuldade em entender, os outros vão passando despercebidos e são ignorados convenientemente.
Comecemos, minhas amigas e meus amigos, sentados e confortáveis, porque isto vai demorar um bocado, mas vou tentar não ser uma seca.

Até há pouco tempo tive uma conta no facebook. Foi com suspeição que a abri, mas já que lá estava, achei interessante colocar aquilo como me agradava e mostrar o que considero em mim normal.
Fui expulso da lista de um gajo no 2º dia. Nada que me espantasse. O tipo pareceu-me, nos minutos em que fomos “comuns”, daqueles lingrinhas muito feios, fisicamente deploráveis, com nariz adundo, corte de cabelo miserável, olhos pequeninos e remelosos, e lábios fininhos, que atingiram um determinado estatuto intelectual que os faz pensar que são génios (nada contra, talvez sejam!) e que essa característica impede o comum dos mortais de os contradizer ou contariar. São normalmente patéticos, porque acabam convencidos que se podem mascara de Carmen Miranda nos jantares “alegres” onde saltita até nos foder os nervos, com uns caralhos de plástico na cabeça a imitar fruta, considerando que são o cume do humor (e sobretudo do humor inteligente, para mal do nosso sistema nervoso) e obrigam-nos a achar piada ao facto de serem sempre mais pequeninos do que os outros. Um deste gajos naturalmente não simpatizou comigo. Intelectualmente sou igual ou bem maior do que ele, só que tenho os tomates no sítio. O gajo tem-nos enterrados no cu.

Temos pena.

Em frente.
Ora o que aconteceu depois foi mais merdalhoso. Andava eu a serigaitar por ali, sem muito que fazer, quando dei de caras com um comentário a uma merdice qualquer. Achei o comentário muito agradável, simpático e amistoso e, ao procurar o dono, encontrei um tipo (apenas a foto, porque exactamente como no meu perfil, tinha a restante informação oculta) com um ar simpático e inteligente, era “a cara” do comentário que tinha lido.
Que fez este vosso criado?
Pois escrevi o que pensava: “És um tipo simpático. Gostava de ser um tipo simpático” (foi uma merda assim, sem mais delongas) e desandei. Não esperava ter notícias do tipo. Aquilo foi apenas circunstâncial e de passagem, do tipo “olá, és fixe. Ainda bem que há gente assim.”
Mas tive notícias do tipo, por interposta pessoa. O gajo tinha-me apagado, barrado e banido, fez com que eu não tivesse sequer acesso à fotozinha dele e às merdalhinhazinhas que tinha em privado e foi queixar-se ao amigo comum onde o comentário tinha sido feito.

Então eu tinha tentado o engate! Tinha procurado engatar um homem que é um verdadeiro homem, caralho! Um exemplo hetero a seguir pelo gajedo. Um deus das pitas. Um gajo que é gajo e que não está habituado a que o bichedo lhe dirija a palavra para o engatar com uma frase putalheira como a que usei: “és um gajo simpático”. Um senhor, caralho! e um caralho de um senhor. Um tipo que se iria indignar, envergonhar e espoliar-se nos bons costumes, se visse que a minha página de fotos no facebook tinha quatro ou cinco minhas, a descer e a subir escadas e outra à espera do autocarro, duas ou três de amigos meus, a chegar ao aeroporto, algumas de sítios que gosto em Paris e uma foto de umas cuecas que, segundo parece agora, já devia ter levado a La Redoute ao tribunal por atentado à moral ao publicar umas parecidas. Um gajo não está habituado a trampa do “nosso” mundo, ou seja, de um mundo paralelo ao dele, onde andam bichas e comunistas a comer tipo inocentes, com dentes transformados em pilas e decididos a foder a santa instituição familiar e a versão do santo-macho de que ele, gajo-homem, quer ser guardião e reserva moral. Um gajo que não pode ser “adicionado” por paneleiros, porque “parece mal” e iria confundir as pitas que lhe vão piscando o olhinho do cu. Um homem que vai dar um ralhete ao tipo que permite que o bichedo que o tipo conhece, o incomode com mensagens que lhe parecem obscenas.

Segundo me informam, um paneleiro com as minhas características dizer: “és um tipo simpático” equivale, conforme o lugar, a dizer “Quero dar-te uma queca, caralho!”. Isto é do mais arrogante que há, do mais pulha, do mais hipócrita, presunçoso, mentiroso, preconceituoso, convencido e homofófico que consigo imaginar. É magro, incivilizado, inculto, pobre, limitado e discriminatório, patego e chunga, mas é de verdadeiro homem, foda-se!

Dizem-me então que não estou num País qualquer.
 “Hello! Isto é Portugal!”
É miserável!

Chegaste ao aeroporto, em Lisboa? Chegaste à Gare do Oriente? Ok! Podes escarrar para o chão, podes empurrar as bichas drogadas para dentro de buracos e deixar que morram ali sem apelo nem agravo. Podes “barrar” e fazer de conta que estás ofendido porque uma bicha achou que eras simpático, que tens outra bicha a defender-te a honra e a foder o juízo ao infractor. Podes dar às crianças, ao pequeno-alomoço, migas-de-cavalo-cansado, pão embebido em vinho. É Portugal, hello!

Preocupado?!
- Hello! Isto é Portugal!.

É justificar o medíocre. É, no caso que inicia esta lenga-lenga toda, colaborar com a homofobia subterrânea, não imediatamente detectada, que grassa por todo o lado e que é das mais perigosas que existe, porque permite, justifica, impulsiona, torna viável e mesmo invisível, a mais dramática:

Andam a enforcar as bichas no meio da rua?! Hello! É no Irão!
Andam a mutilar as miúdas adolescentes? Hello! É no Sudão!
Andam a apagar páginas na net? Hello! É na China!
Andam a aceitar os casamentos homo?! Hello! É na Holanda!

O que me espantou, e de certo modo desgostou e desiludiu, foi a chamada de atenção, o piçalho que levei, ter partido de um amigo cibernético de quem gostava muito. Um tipo inteligente que me parecia atento a todas as formas de discriminação sexual e a lutar contra elas. Pelos vistos, há que separar o “gado” e recolher o manchado ou  o malhado  nas cortes mais afastadinhas.

Nas paradas gay, há uma data de tipos a falar de orgulho (uma merda que nunca consegui entender. Não me orgulho de gostar de laranjas ou de destestar alho, caralho). Dizem também estes marmanjos que são eles a dar a cara pelos direitos não sei bem de quem. Pelo que sempre me foi dado ver (sobretudo na última vez, aqui em Paris), sempre achei que em vez da cara, os tipos queriam era dar o cu. Não acredito que desfilar sambodrolescamente pelas avenidas, vestidos de tolas ou praticamente nus, a abanar as ancas, de tangas exíguas, com as pilas desenhadas por collants florescentes, aos guinchos e gritedos, a apalpar o cu uns dos outros, cheios de tusa, empoleirados em carros alegóricos saídos de surrealismos paneleiros, possam representar quem quer que seja e defender direitos seja de quem for. É divertido, carnavalesco, mundano, fixe, catártico, abre a possibilidade a umas quecas do outro mundo, mas os meus direitos não podem, nem devem, nem nunca serão defendidos ali.

Deviam principiar por ser defendidos numa escala menor, minorca, aparentemente inútil e sem lantejoulas. O gajo que me “barrou” no Facebook e que foi queixar-se ao amigo que por sua vez me informou que eu era, talvez, “demasiado atrevido” para permanecer ali, devia ter sido denunciado por homofobia encapotada e caseirinha ou simplesmente ter sido aconselhado a levar no cu para experimentar.

Não foi. Decidi portanto sair e abandonar o chá. Ficou tudo, por ali, normalizado.
 


July 11th, 2009

post com o Tejo

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Bob
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"You Can't Lay Down Your Memory" - Tejo Remy

Já tenho um igual! Chegou ontem por um preço dez vezes menor do que aquele que imaginava! É lindo. Ainda não me cansei de olhar pasmado para esta marabilha mailinda.
 

July 7th, 2009

post peludo

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Stone

Tenho andado, há coisa de uma semana, a tomar um suplemento vitamínico do tipo bombástico. Andava fracote, muito cansado, cheio de stress e mal disposto. Aquilo faz mesmo efeito e passei a turbo. O problema é que também me assanha a libido e ando com a pássara aos saltos todo o dia e toda a noite. Tem razão quem diz que estou com o cio.
No entanto, minhas amigas e meus amigos, isto do Yves-Saint-Laurent ter lançado, há uns anitos largos, um cartaz publicitário com um gajo branco como a cal, totalmente depilado (salvavam-se as sobrancelhas e o cabelito), esparramado em veludo, com um frasco de Opium ao lado, foi uma desgraça completa para este vosso criado. A partir dali, todo o gajedo desatou a arrancar o pêlo. Com cera, à picareta, à martelada, à pinça, à lâmina, à tenaz, ao alicate, a laser e a quanta merda há. Uma tristeza.
Não vos vou dizer que ando à procura do King-Kong ou até da Cheeta, mas, balhamedeus, uns pelinhos no sítio certo fazem um atrito muito agradável.
Parece que uma semana depois do arranque da penugem aparece uma comichão do catano. É então que os gajos se besuntam com um creme qualquer para minorar as comichices. Ficam, portanto, com um ar “emplastificado”, muito brilhante e escorregadio.
Justificam esta palhaçada com o facto do corpo ficar mais definido. O caralho! Há corpos que mais vale não se definirem muito e os finguelas, os magricelas, acabam uma miséria depenada.
Não seria mau de todo que quando pegassem na lâmina para se raparem, tremessem tanto que decepassem a pila. Assim como assim, a partir dessa maldita onda, tenho sempre a sensação que ando a dar umas quecas no Ken!
 

July 6th, 2009

post com bolas

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Bob
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Roger Federer vence o torneio de Wimbledon e é fotografado como deve ser: com uma fronha a tapar-lhe as trombas e o resto à mostra, para regalo dos nossos olhinhos e a bem das nossas bolas.

July 3rd, 2009

post do vaticano

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Stone

Bento XVI acaba de assinar um comunicado dirigido aos crentes em que se informa que estar nu, enrolada na cama com alguém e a gritar com a pássara aos pinchos:
 

OH! MEUS DEUS! AI! MEU DEUS! AI! BALHAMEDEUS!

não é considerado oração.


PS – grande post, hum?

post toureiro

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Mut. mick

Tenho uma amiga que é uma das assessoras de imagem de um político francês. Aprendi umas merdices engraçadas com ela. Já sei, por exemplo, que se não queremos parecer um enchido, na TV, não devemos usar casacos castanhos e que quando nos sentamos em frente das câmaras, temos de calcar com o cu as abas do casaco para não nos desaparecer o pescoço.
Por altura das eleições que fizeram do eng. Sócrates primeiro-ministro, estávamos os dois em Portugal sentadinhos a ver o início da campanha eleitoral. A determinada altura a miúda desistiu e toda certinha cagou a sentença:
- Já ganhou e com maioria.
Ora, minhas amigas e meus amigos, aquilo era uma afirmação complicada. Estava tudo no princípio e pareceu-me demasiado cedo para uma treta daquelas.
Depois de indagada (eu também indago) a moça perguntou-me se eu tinha visto a entrada do Sócrates no edifício. Para vos dizer a verdade, não tinha prestado grande atenção. Então veio o chamado “piçanho”. Eu só ouço, mas ver, só vejo pilas. O Sócrates estava a usar um fato cinzento muito escuro, que lhe pareceu da Clinic, e um sobretudo discreto, preto. Nada errado. Nada contra. O tipo estava elegante. A Marie Louise chamou-me então a atenção para o facto do candidato ter despido o sobretudo.
Pois tinha, e?...
…e o forro, de seda, era de um vermelho bandeira muito intenso. A imagem de um homem discreto, reservado, um niquinho conservador, cuidado, inteligente e sóbrio, escondia, portanto, um valentão, corajoso e dinâmico, capaz das maiores ousadias e todo “prá frentex”. Tipo super-homem na cabine telefónica a rasgar o fato de Clark Kent. No inconsciente do populacho, aquela era a imagem certa. Contribuía para a vitória.
Falo nesta merda, porque o espectáculo do Manuel Pinho me lembrou este episódio.
Este ministro da economia pareceu-me sempre competente. O trabalho na área das energias alternativas era meritório e, apesar do ALLgarve, a melhoria do nível turístico da região estava a ser bem orientada.
Foi então que o ministro se armou em boi.
O Senhor Engenheiro é sem dúvida um dos primeiro-ministros portugueses que mais controlo tem sobre o seu staff, mas nem isso aqui é discutido. Não interessa. O que importa aqui foi o tempo de reacção do Engenheiro. Uma faísca. Demissão e substituição no espaço de uma ou duas horas. Grande Sócrates que transformou em tempo record uma falta de traquejo político de um colaborador, numa quase vitimização do infractor e acabou por mostrar que, apesar de tudo, é um tipo implacável e que enfrenta as situações adversas com valentia e não hesita em “sacrificar” um dos seus em nome do respeitinho e do blá-blá-blá. Tudo a bem da nação e do bom-nome das Instituições e do respeitinho que elas merecem. É que ali estava o povo, caralho!
Mostrar o forro ainda resulta. 
 

in memoriam

June 28th, 2009

post ainda a propósito

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June 26th, 2009

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Também lamento. Gostava do moço.
Mas devo dizer que continuo a pensar que se o tipo fosse preto, tinha sido preso.

 

June 24th, 2009

post com um velho

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Stone

Pois minhas amigas e meus amigos, parece que anda tudo doido com o facebook. É face para ali, book para acolá, e este pobre deste cantinho fica desamparado.
Como temos pena, vou debitando umas coisitas aqui para isto não esmorecer.
Pois, minhas meninas e meus meninos, tenho de vos informar (sinto esse dever, pois sinto) que ultimamente tenho convivido bastante com um senhor do caraças. O velhote tem cerca de 90 anos, desloca-se em cadeira de rodas e, apesar de resmungão e rabugento, é uma figura do caneco. Deu aulas numa das Universidades mais emblemáticas do mundo e é um dos maiores linguistas da actualidade. Um génio.
O velhote simpatiza comigo e temos tido umas conversetas todas “à maneira”.
Um fofinho.
Pois ontem saiu-se com uma merda que me atirou os queixos ao chão. Desconhecia completamente a paneleirada e pensava ingénua e sinceramente, e sem qualquer ponta de homofobia da treta, que um membro das Minas da Panascada tinha de ser uma tola coberta de penas e de caganitas na roupa, andar aos saltos, beber o licor com o mindinho no ar e dar uns guinchos como a querida Michelle Brito sempre que lhe aparecia pela frente um gajo em condições.
Ora o pobre do velhote ficou com ar de peido quando soube (eu disse, a propósito de qualquer merda) que eu era um grande Mineiro com doutoramento e pós-picareta. O tipo achava que não havia por estas Minas fora, gajos com a masculinidade no sítio e que para se poderem safar são obrigados a virar os holofotes para a pila e a escarrancharem a inscrição nas Minas nas trombas do populacho-alvo.
O que me fodeu, não foi a ingenuidade do velhote (essa até me enterneceu), foi o facto de o merdas pensar seriamente, e sem ponta de maldade, que eu tinha poucas hipóteses de ser considerado um gajo inteligente. Achava o filho da puta que a Mineiragem era toda patética e pateta e, pior do que isso, FEIA e mal amanhada.
Estou a pensar, na primeira oportunidade que apanhar, em atirar a cadeira de rodas com o velho lá sentado, pelo escadario de Montmartre. Pelo menos, fico descansado: tenho a certeza que ali o velho encontra a paneleiragem exactamente como imagina.
 

June 23rd, 2009

Post dos trampolineiros

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Tenho verificado que ultimamente tem crescido, em número e não em qualidade, o pessoal que manda os seus bitaites sobre tudo o que mexe. Não me incomoda nada, nem me tira espaço, mas irrita.
Irritam-me sobretudo aqueles que parecem ser peritos em todas as matérias e em todas as áreas. Falam de Chomsky, mas conseguem perfeitamente discursar sobre a política externa Iraniana ou opinar acerca de outra merdice qualquer com grande verborreia e muito afinco. São aquilo que eu chamo os opinion makers trampolineiros (trampa + paneleiros). Aparecem no firmamento a cintilar e fazem como a Michelle Brito: estouram-nos os ouvidos com um gritedo do caralho de modo a confundir a bola e a desconcentrar o outro jogador. Não os gramo. São uma espécie de cavalgaduras emproadas que largam postas de bosta na avenida, mas que trazem os arreios polidos valentemente.
Ó gente do caralho.

June 18th, 2009

post em Cannes

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post já com emprego

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Se me disserem que o desemprego continua em curva ascendente pela Europa fora, eu nego. É mentira.
Tenho um amigo (de quem gosto muitíssimo, por isso não é caralhada pessoal) que após se lamuriar durante uma semanita da falta de ocupação e de salário, foi colocado hoje num dos grandes e mais prestigiados gabinetes da área que lhe diz respeito. Tem direito às maiores mordomias e, fazendo as continhas, vai receber o triplo do meu ordenado! Assim, sem mais nem menos e do pé para a mão beijada.
Minhas amigas e meus amigos, o emprego não falta. O problema é que a esmagadora maioria do pessoal não sabe que para o apanhar há que conhecer os podres de quem manda ou, melhor ainda, ter em carteira uma quantidade substancial de cartões de visita com o mesmo valor dos cartões de crédito platina.

 

June 16th, 2009

post elogioso

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Uma merda com que eu não lido nada bem é com gajos que não encaixam elogios. Não entendo.
Eu dou-me muito bem com elogios. Não chegam para começar uma colecção, mas tenho os que tenho guardadinhos, metidos numas redomas de vidro e quando me sinto em baixo vou fazer-lhes festinhas no cachaço.
Nas Minas da Panascada então é um corropio! Há uma data significativa de tipos que me dizem (a mim que sou parco em elogios e só os distribuo quando são mesmo sinceros) que não engolem piropos com facilidade, que ficam constrangidos, todos enfiados, todos raquíticos em frente a um louvor ou a um aplauso.
Cagões!
Esta pretensa incapacidade para encaixar um elogio sempre me soou a falsa modéstia ou, no mínimo, a um recalcado complexo de superioridade. Dizemos todos pimpões que um gajo é bonito, que tem um cu fantástico ou que corta bem a relva e apanhamos nas trombas com um acanhado “ai, obrigado, mas não me dou bem com essas coisas”. Isto dito com ar enjoado ou de gajo que pensa que é o príncipe do Brasil que se escachou no Atlântico.
Nestas alturas, digo-vos, só me apetece mandá-los foder e só não o faço porque tenho receio de ouvir também, logo a seguir, um suspiro desgraçadinho com o respectivo acompanhamento: “Ai, que não me dou bem de cu pró ar!”
Como me dou muito bem com ambas as coisas, acabo por ter pena é de ter pouco.

June 14th, 2009

post do facebook

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Não tenho tempo nem para coçar o cu nem para dar banho aos tomates, mas lá me fui "inscrever" no facebook.
Fico agora um paspalho a tentar alojar umas fotitas e a mandar uns bitaites sem nexo! Aquilo vai durar uma ou duas semanas antes. Só até ser internado como descerebrado imputável.

Caralho ta foda, Tiago!

June 7th, 2009

post motorizado

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Este gajo chama-se Narciso Mota.
É presidente da Câmara do Pombal e a prova de que parte dos Pombalenses ou Pombalinos (ou seja lá que merda chamam aos habitante do Pombal) - os que o elegeram -  são um bando de morcões sem vestígios de bom senso básico e que de inteligência só lhes resta a mais elementar, que lhes permite andar sem as quatro patas no chão.
O senhor PRESIDENTE no discurso de encerramanto das Jornadas Ibéricas sobre Violência, Conferência promovida pela Associação de Pais e Educadores para a Primeira Infância, declara, e passo a citar:

(...) gostaria que houvesse terapeutas para tratar todas estas causas que dão origem a problemas complicados, (...) contraproducentes àquilo que é a essência da vida humana, toxicodependência, (...) homossexualidade e pedofilia.

Mais à frente diz:
(...) Não se facilite, em termos democráticos, aquilo que é contranatura, aquilo que não está na essência daquilo que a gente pretende, em termos de história, de dignificar aquilo que é pessoa humana.
(...) Encontramos neste mundo contemporâneo muitos tipos de violências: a violência provocada por aquelas pessoas que são toxicodependentes, a violência das pessoas que são alcoólicas, a violência das pessoas sem rosto, sem carácter, sem ética, que mandam blogues anónimos, mandam cartas anónimas, entrando na privacidade das famílias e das pessoas, a violência da pedofilia e a violência da homossexulidade, que não está em sintonia com aquilo que é a razão natural da vida.

Então elegem um merdas que não sabe escrever meia dúzias de frases?! Um chouriço que é um atentado à língua de Camões?!
Ó gente do caralho!
 

May 28th, 2009

post com uma gaivota

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Pois minhas amigas e meus amigos, tenho andado longe disto.
As coisas vão acontecendo e acabo por ir na corrente.
Daí não me chega quase nada e o que me vem parar as mãos não é nada de espantar.
Recebi um CD de um grupelho que canta "Amália:hoje" ou "hoje:Amália" (não tenho por perto e pode haver confusão). Foi logo ouvir uma das minhas canções favoritas, uma das canções da minha vidinha. Gaivota, com um poema do caneco de quem todos nós sabemos. Pois, minhas amiguinhas e meus amiguinhos, achei uma merda.
Lembro-me que há muito tempo ouvia uma vizinha do Jornas (por falar nesse gajo, informo que o puto já está a viver em Paris), pianista, que tocava constantemente o mesmo Nocturno de Chopin. Aquilo era um massacre. A moça tinha técnica e aquilo brilhava como um brinco, mas não passava. Não se aguentava aquela merda. O problema não estava na repetição do tema. A rapariga falhava numa treta qualquer que não consegui decifrar até ouvir a Maria João Pires a executar exactamente o mesmo Nocturno. Fiquei esclarecido.
Não é pelo facto da moça do CD abrir todas as vogais da canção e parecer que está a atirar ovos contra um muro. Borrava a parede e pronto. O que se passa é que Amália canta aquilo com um dor de alma que até nos arrepia os dedos dos pés e se pegamos, mesmo cheios de boas intenções, naquela Gaivota, há que o fazer com tomates e com uma puta duma alma do tamanho do eu-sei-lá. Não adianta dizer aqui ao menino que não, que é apenas uma versão, que não é, nem de longe, nem de perto, uma aproximação à Amália, que aquilo é uma actualização da canção e uma nova roupagem que é entregue ao tema e blá-blá-blá-blá-blá. Amália cantou Gaivota sem abrir as vogais e deu no que deu. É melhor estar quieto quando nos apetece fazer uns trocados jeitosos e certos à custa de obras-primas. Sai-nos a Nossa Senhora de Fátima de porcelana e cara de parola em vez da original em cima da oliveira toda luminosa, casada com o chefe e muito tunig.
Mas não sou crítico musical e portanto quero que se foda. Ouço Amália e cago no resto. 
 

May 14th, 2009

post de merda

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Mut. mick
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mas muito emaillável, porque é giraço e oportuno.

May 13th, 2009

Post pacificador

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Calma!
Calma!
Muita calma!
Que ninguém se desgrace, caralho!
Isto não há-de ser grave, minha gente!
Só que comigo não se tem passado a ponta de um corno!

 

May 5th, 2009

post engripado

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Mut. mick

Para ser sincero, minhas amigas e meus amigos, não sou um gajo de grandes preocupações com a saúde. Fumo, como e bebo o que me apetece e seja o que deus quiser que isto não dá em netos (tão certo como a morte, dada a minha tendência paneleira), mas desunho-me com a gripe A (ou suína, conforme for o estatuto de quem espirra).
Não é que me borre todo, pois que não. É mais um medinho do catano que me tenham de enfiar num quarto sozinho e sem possibilidade de mirar os gajos que me tratam por causa das máscaras e daqueles fatos todos CSI que não dão hipóteses de catrapiscar um cu (literalmente).
Estar doente é uma coisa. Um gajo lá vai tossindo, aguentando as dores musculares e borrando o parceiro com ranheta esverdeada, agora estar enfiado num puto de um buraco com uma cambada de gajos mal vestidos, todos cagados com medo de se aproximarem de nós, já me chega o sítio onde trabalho.
 

April 29th, 2009

post um bocado deprimidito

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Mut. mick

Tenho andado longe desta coisa. Não é que não me lembre de vos vir visitar, mas não tenho tido paciência nenhuma para vos dar notícias minhas ou para escavacar aqui meia dúzia de merdas. A minha vidinha também não ajuda muito. Isto é de casa para o trabalho e do trabalho para casa, sem passar pelas esquinas ou pelos WC.
Não tenho grande espírito empreendedor e fico-me pelo sofá a comer enlatados. Às vezes penso que vou directinho espetar-me num buraco negro e desaparecer sugado por aquilo, sem sequer ter sido sugado antes por quem de direito (ou esquerdo, que não tenho nada contra os canhotos).
Pois é assim. Tenho trabalhado muito e começo a pensar que vou para velho sem ver a luz. Não sou a Alexandra Solnado, mas já marchava um lampião ou uma lanterna jeitosa vinda do além ou mesmo daqui ao lado, que não sou esquisito.
A merda é que nunca temos o que queremos, quando queremos.
Há dias em que penso sinceramente que tudo aquilo que sei fazer não vale um chavelho. Sei que já li, comentei, estudei, debati, critiquei e escrevi trampa que uma grande parte do maralhal que conheço nem sequer sabe soletrar, mas reconheço que nem por isso sou grande coisa. Tenho sentido que o que faço (e faço bem) não me tem ajudado em nada a aumentar os níveis do meu felicidómetro. Não sou gajo de grandes lamentações e muito menos de ameaças de depressões maradas, mas confesso que tenho andado cabisbaixo.
Ontem jantei com um tipo com quem trabalho. O gajo é engraçado e tem um aspecto que me agrada muito. Acabou por me confessar que sentia uma grande atracção pelo meu intelecto (sic). A verdade é que me apeteceu partir-lhe as rótulas naquele instante. Intelecto o caralho! Já basta um tipo ter de andar a carregar os dias às costas e a tentar evitar não fundir o cérebro com tralha cagada por inteligências empoladas, também tem de aguentar à noite um morcão a puxar pelo erudito. Se queria falar sobre a reminiscência dos clássicos gregos no moderno pensamento filosófico acompanhado ao piano, que fosse primeiro enfiar a pila na enciclopédia e a deixasse a marcar a página. Agora vir jantar comigo, com ela toda airosa, e desatar a marcar passo com tretas todas cultas, não me arranca um chavelho e deixa-me indiferente e murcho (o “murcho” é para levar à letra). Acabei o jantar e adeus ó moço, que vou para a minha caminha dormir o meu soninho embelezador.
Que se fodam os clássicos.

April 23rd, 2009

post com o Iars

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Bob
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Este moço chama-se Iars Stephan e, apesar do trabalho dele não valer grande coisa, é um dos fotógrafos de moda mais procurados da actualidade.
Para além de fotografar tipos muito interessantes, o gajo usa-se como modelo e a gente está mesmo a perceber porquê.
Balhamedeus!
Balhamedeus! 
 

post noticioso

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Mut. mick

Ando que nem um trapo podre, caralho!

April 19th, 2009

post do Mercedes

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Bob
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Minhas amigas e meus amigos, vale bem a pena conhecer as características deste modelinho.
Não me estou a ver a ter alguma vez o guito para comprar um merdinhas destes nem me parece que fosse muito discreto enfiar-me no meio do mundo ao joystick desta coisinha, mas, porra, este menino é lindo de morrer!

 

F-CELL Roadster

April 18th, 2009

post muito paneleiro

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(Mariani)

A foto é do pior, eu sei, mas acaba por me fazer imaginar, se fizer um bocado de esforço, este gajo a passar os dias enfiado no ginásio, a comer umas merdas verdes e todas biológicas e a tentar controlar-se para não deixar o cu por aí esquecido.
No entanto, a vida não deve ser uma viagem para o túmulo, com a intenção de chegar lá são e salvo, com um corpo atraente e bem preservado.
Fico a pensar se não será melhor enfiar o pé na poça a torto e a direito; calcar merda de cão no meio do mato para onde fomos fazer sexo meio marado; beber tudo o que nos queima até às hemorróidas; comer aquilo que sabemos que nos vai enfardar até deixarmos de ver a pila; fazer sexo até que o julgamento da Casa Pia chegar ao fim e acabar com um corpo completamente gasto, totalmente usado, a antítese deste gajo aqui em cima, mas a gritar:

FODA-SE!!! QUE PUTA DE VIAGEM!!!
 

April 8th, 2009

post dos carrapitos

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Mut. mick
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Ora cá está o vosso criado outra vez aqui.
Já tinham saudades minhas, hum?...
Pois. Eu também não.
Isto de viver em Lyon até nem é mau de todo. Como se diz lá na terrinha “vai-se andando”, mas acabo por concordar com os que dizem que só em Paris existe uma atmosfera em condições. Não sei o que esta merda significa exactamente, mas tenho sentido uma treta parecida.
A verdade é que por aqui não há gajos! Só há morcões. Tipos que arrastam o cu pelas esquinas com ar de quem tem muito que contar, e muito importante, mas que guardam segredo, não vá alguém chibar-se depois. Não os gramo. Nunca foram tipos que me caíssem no gasganete.
Depois percebi que por aqui há aquela noção desgraçada e absolutamente merdeira de que um gajo para ser modernaço, fixolas, todo virado para o futuro, desempoeirado, desentupido, cosmopolita e sem teias de aranha na pila, tem de usar umas putas dumas tralhas em cima que nem ao menino Jesus (mesmo o do Pessoa e dito pela Bethânia) se lembrava de inventar nas horas vagas, depois de chapinhar nas poças.
Há de tudo. Desde calças ao xadrez luminoso até aos carrapitos do palhaço aqui em cima.
Não me entusiasma nadinha o chunga-look do marmelo, mas tenho sentido alguma falta de exercício e como diz o outro que às vezes tem razão, “a cavalo dado não se olha o piercing”.
Ora digam-me lá, minhas amigas e meus amigos, se este marmanjo não ficava muito mais engraçado se pegasse fogo aos putos dos cagalhões torcidos que traz na cabeça e viesse dar uma voltinha comigo ali pró fundo? hum?
Ó gente do caralho!

March 31st, 2009

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Será carne ou literatura?
Carne será certamente, que a literatura nunca bate assim.

March 21st, 2009

post com o Super-Skyborg

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Podia ter tido paciência para brincar com isto, mas optei pela minha face mais soft e um bocadito menos panasca (digo eu...).
É muitíssimo divertido.
Vale a pena experimentar! 

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